Como estamos navegando?

Um certo dia um jovem saiu a navegar, achando que poderia fazer isso sem a proteção e cuidado do Pai. Mas algo deu errado e ele ficou à deriva.

Vagando sem solução percebeu que nao podia ter saído sem a benção e a proteção do Pai, não foi prudente sair da presença Dele. Conscientizando-se disso ficou a vagar arrependido daquela atitude, sem saber ao certo o que fazer, pois a navegação já não dependia dele; cansado e ao sol forte adormeceu.

Sentindo que algo o acordou, se deu conta que naquele barquinho havia uns remos embaixo dos bancos e avistou um pequeno arquipélago com três pequenas ilhas e ali naquele momento percebeu que poderia mudar a sua história.

A primeira ilha a qual avistou era um lugar inóspito, sem vida, sem esperança e ao ver aquilo entendeu que se escolhesse atracar ali, nada mudaria, iria continuar a ermo.

Levantou o seu olhar e resolveu avistar a segunda; uma vegetação frondosa, bonita, verdinha, mas ao examinar a base onde jogaria a sua âncora viu que era lama, pois se tratava de um mangue. Então perguntou-se como poderia ancorar naquele lugar.

Resolveu levantar seu olhar mais uma vez e em uma altura maior e ali avistou um lugar que só poderia ser visto várias pedras, um rochedo enorme e não poderia mais avistar nada que estava além daquela rocha. Aquele jovem se sentiu seguro, uma segurança que não sabia explicar, por não conseguir avistar nada além daquela imagem, mas logo entendeu que a âncora estaria travada em segurança pelas pedras e que ali também encontraria um abrigo.

Essas três ilhas retratam as nossas vidas e as suas escolhas.

A primeira ilha sem vida e esperança é quando estamos na vida a vagar, sem um objetivo, sem uma esperança, até tentamos sair diso e não vemos como, porque achamos que só temos um lugar ao sol, mas não conseguimos realizar nada, pois estamos na completa ignorância espiritual, sem Jesus.

A segunda ilha retrata a vida das pessoas que até tem oportunidade de crescer e não percebem que estão no erro, no lamaçal do pecado, até constroem algo, mas sem nenhuma base só fazem se afundar cada vez mais na lama.

A terceira ilha; ah esta sim, um rochedo imenso, um porto seguro onde encontramos segurança, base e rendemos frutos nela.

 Mas como rendemos frutos em terrenos que possuem apenas pedras, visto que a Bíblia fala em Mt 13, 1-23 sobre lugares que caem sementes e as que caem no terreno de pedra até nascem mas não subsistem?

A Bíblia diz em Salmo 18,2 "O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio"

Por isso frutificaremos, pois sem Ele nada podemos fazer.

Aquele jovem encontrou um lindo e promissor lugar atrás daquela Rocha, uma linda história e para cada um de nós, tem uma história por trás desta Rocha inabalável. Ele nos chama a atracarmos o nosso barco na Rocha, para nos dar uma linda história cheia de vida e esperança, cheia de árvores e frutos, pois quando buscamos primeiro o Reino de Deus e sua justiça as demais coisas serão acrescentadas.

Que nós nunca venhamos a escolher outras "ilhas" O Senhor já nos tirou do lamaçal do pecado (SL 40) para nos dar nova vida e vida em abundância (João 10), a primeira ilha é um lugar sem vida e sem amor e lembrem-se que sem amor não podemos fazer absolutamente nada, poque Ele O Senhor é o próprio amor.

 
Pra. Cristiane Nogueira